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Para compreender o comportamento do consumidor e as tendências do mercado, apresentamos os resultados de uma pesquisa nacional realizada com cerca de 1.200 entrevistados de todas as regiões do país, conduzida pela Brain Inteligência Estratégica. O estudo analisou hábitos, interesses e motivações relacionadas à aquisição de imóveis, incluindo recortes por gênero, renda, faixa etária e geração. Os dados mostram um cenário de alta intenção de compra, porém marcado por cautela em função do atual contexto de juros.
No primeiro semestre de 2025, 7% dos participantes declararam ter adquirido um imóvel nos últimos 12 meses. Embora o índice seja menor que o observado em 2024 e 2023, ambos com 10%, ele permanece acima dos 6% registrados em 2022, mantendo-se próximo à média histórica. Entre essas aquisições recentes, 80% foram destinadas ao uso próprio e 20% tiveram finalidade de investimento. Dentro desse grupo de investidores, 12% adquiriram imóveis para alugar, o que evidencia uma retomada consistente das estratégias de geração de renda via locação.
O estudo também revela um descompasso significativo entre o tipo de imóvel desejado e o tipo de imóvel efetivamente adquirido. Enquanto 46% dos entrevistados afirmaram desejar comprar um apartamento, apenas 38% conseguiram concretizar essa compra. No caso das casas de rua, desejadas por 41% do público, somente 34% das aquisições efetivas corresponderam a esse perfil. Essa diferença sugere que fatores como disponibilidade de produtos, condições de financiamento, localização e preço influenciam diretamente a conversão da intenção de compra em aquisição real.
Um dos dados mais expressivos da pesquisa é o recorde histórico de intenção de compra. Em junho de 2025, 49% dos brasileiros declararam intenção de adquirir um imóvel nos próximos 24 meses, o maior índice já registrado pela Brain Inteligência Estratégica. Apesar desse número elevado, 36% das pessoas que afirmam querer comprar ainda não iniciaram a busca ativa por imóveis, cenário que indica a existência de uma demanda reprimida — consumidores interessados, mas que aguardam condições financeiras mais favoráveis, especialmente no que diz respeito às taxas de juros.
Entre os recortes geracionais, a Geração Z (21 a 28 anos) se destaca, com 57% dos jovens demonstrando interesse em adquirir um imóvel nos próximos dois anos. Esse dado evidencia a entrada precoce dessa geração no mercado imobiliário, motivada por fatores como desejo de independência, necessidade de estabilidade, construção de patrimônio e acesso a melhores condições de financiamento em comparação com períodos anteriores.
Com a expectativa de redução das taxas de juros, a tendência é que grande parte desse público que está “à espera do momento ideal” retorne ao mercado de forma simultânea, o que pode aquecer rapidamente a demanda, acelerar o ritmo de vendas e pressionar os preços dos imóveis, sobretudo em regiões onde a oferta é mais limitada. Para investidores, esse movimento sinaliza uma oportunidade estratégica de entrada antes de um possível ciclo de valorização mais intenso.
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